O vereador Reginaldo Pujol (DEM) protocolou nesta quinta-feira o requerimento solicitando a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a ocupação da Câmara Municipal de Porto Alegre (RS). Segundo o vereador, o objetivo é investigar os desdobramentos da invasão da Casa, ocorrida no dia 10 de julho, "especialmente quanto à deterioração do patrimônio público, prejuízo ao regular funcionamento das atividades do Poder Legislativo Municipal e outras consequências gravosas".
Além de Pujol, assinaram o requerimento os vereadores Valter Nagelstein (PMDB), Luiza Neves (PDT), Alceu Brasinha (PTB), Any Ortiz (PPS), Elizandro Sabino (PTB), Paulo Brum (PTB), Cássio Trogildo (PTB), Mônica Leal (PP), Mario Manfro (PSDB), Mario Fraga (PDT), Márcio Bins Ely (PDT), Paulinho Motorista (PSB), Waldir Canal (PRB), João Carlos Nedel (PP), Christopher Goulart (PDT) e Clàudio Janta (PDT), todos da base aliada do prefeito José Fortunati (PDT).
A Câmara ficou ocupada por manifestantes entre os dias 10 e 18 de julho por manifestantes que cobravam a criação do passe livre municipal para o transporte público. Após audiência de conciliação, o grupo deixou a Casa após acordo com o presidente do Legislativo municipal, vereador Thiago Duarte (PDT), que se comprometeu a permitir o protocolo de dois projetos elaborados pelos ativistas - um pelo passe livre a desempregados e estudantes, e o outro para abertura das planilhas dos empresários do transporte público.
No mesmo dia em que os manifestantes deixaram a Câmara, a divulgação de imagens de um grupo de ativistas nus, em frente aos quadros dos ex-presidentes da Casa, causou nova polêmica. Conforme o presidente da Câmara, o movimento foi político e "os vereadores que apoiaram quebraram o juramento que foi feito no dia da posse". Na época, ele havia sinalizado a possibilidade de um processo por quebra de decoro contra vereadores do PT e do Psol, que ajudaram na negociação.
O pedido de CPI será agora enviado ao presidente da Câmara, que o remeterá para análise da Procuradoria da Casa. Se a Procuradoria não apresentar impedimentos para instalação da CPI, o presidente aceitará o requerimento e solicitará às bancadas partidárias que indiquem os parlamentares que vão integrar a comissão. Se aprovada, a CPI será integrada por 12 vereadores, conforme a proporção das bancadas do Legislativo.