Governo anuncia diálogo com jovens através das redes sociais

Movimentos da juventude foram recebidos por Dilma e apoiaram o plebiscito

O governo vai lançar, dentro de duas semanas, um observatório participativo, que será um canal de diálogo permanente com os jovens, por meio das redes sociais, para consultas públicas, mas também para aprofundar o conteúdo a cerca das políticas públicas de juventude, nas áreas de saúde, educação, mobilidade urbana e segurança. O anúncio foi feito após reunião da presidente Dilma Rousseff com representantes de movimentos sociais formados por jovens, no Palácio do Planalto.

A secretária nacional de Juventude da Secretaria-Geral da Presidência, Severine Macedo, disse que os representantes dos movimentos de juventude levaram à presidente Dilma a demanda pelo aprofundamento da participação política dos jovens. Ela afirmou que o país tem 51 milhões de jovens entre 15 e 29 anos, que, no atual sistema político, tem dificuldade para disputar eleições, eleger-se e ocupar espaços representativos. "Nós, do governo, precisamos ampliar e qualificar os espaços de participação e de ouvir a opinião da juventude", acrescentou. 

Severine Macedo explicou que o observatório participativo será uma espécie de rede social, na qual o visitante criará seu próprio usuário e poderá interagir com os demais. Estará à disposição dos internautas também um banco de dados com textos e informações dirigidas aos jovens com temas sobre mobilidade, educação e saúde.

E os representantes dos movimentos sociais organizados de jovens também apoiaram a proposta de realização de um plebiscito para balizar a reforma política no país. O principal ponto defendido pelas entidades é o financiamento público exclusivo de campanhas.

“Para nós, é essencial a participação popular na elaboração da reforma e, por isso, estamos elegendo a campanha pelo plebiscito e pela reforma política com participação popular contra o financiamento privado de campanha como a grande prioridade dos movimentos sociais organizados”, disse o secretário Nacional de Juventude da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

A reunião da presidente Dilma Rousseff com os movimentos sociais de juventude durou pouco mais de uma hora.

Em seguida, Dilma também recebeu representantes da comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT). O presidente da Associação Brasileira LGBT, Carlos Magno, disse que a presidente se posicionou claramente contra todo o tipo de violência contra a comunidade LGBT. "Foi uma conversa extremamente agradável", resumiu. 

A comunidade gay quer que a homofobia seja crime e que seja criado um plano de políticas públicas com recursos para a comunidade LGBT, com ações em vários ministérios.