Manifestantes chegam ao Mineirão e entram em confronto com Choque

Com a chegada dos manifestantes ao Mineirão, em Belo Horizonte, a entrada principal de acesso ao estádio, na avenida Antônio Abrahão Caram, foi fechada pela Polícia Militar até mesmo para a passagem de torcedores. O bloqueio foi feito por medidas de segurança por volta das 15h30, meia hora antes da semifinal entre Brasil e Uruguai pela Copa das Confederações. Quando um grupo derrubou a proteção, entretanto, teve início um confronto com as forças de segurança.

O conflito começou depois que alguns manifestantes começaram a arremessar pedras contra o Choque e tentaram forçar a entrada. Depois que a barreira foi derrubada, o policiamento revidou com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral. Quando a partida teve início, o confronto já durava dez minutos.

Apesar de terem posto o bloqueio no chão, os manifestantes pouco avançam. Quando tentam se aproximar, policiamento defende seu território com bombas. Além de pedras, o grupo presente na entrada do Mineirão usa rojões e bombas caseiras.

Segundo a PM, são mais de 50 mil manifestantes em direção ao Mineirão. De acordo com a corporação, o número pode ultrapassar os 65 mil da partida entre México e Japão, ainda na fase de grupos, já que milhares de manifestantes devem se unir durante o trajeto.

O tenente coronel Alberto Luis afirmou que a PM faria uso gradativo de suas forças. A princípio, os escudos fariam o bloqueio dos manifestantes e, caso necessário, a corporação usaria gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral e, em último caso, balas de borracha.

Apesar do bloqueio no Mineirão, a maior parte dos manifestantes seguiu pela avenida Antônio Carlos. Segundo informações, o objetivo do protesto é permanecer nos arredores do Mineirão.

Com exceção de poucos grupos, os milhares de manifestantes seguem de maneira pacífica na passeata contra os gastos abusivos para a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Porém, apesar desse ser o protesto principal, nas proximidades do Mineirão também estão profissionais da saúde protestando a favor de melhores condições de trabalho, mulheres a favor de seus direitos e até mesmo protetores de animais.