Médicos estrangeiros só ocuparão vagas não preenchidas por brasileiros

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, garantiu nesta segunda-feira que os médicos brasileiros terão prioridade na ocupação de vagas de trabalho nas periferias das grandes cidades e em áreas de difícil acesso, principalmente no Norte e no Nordeste do País. Alvo de protestos de entidades médicas, a contratação de estrangeiros foi um dos pontos mais polêmicos dos cinco pactos anunciados nesta segunda-feira pela presidente Dilma Rousseff, em resposta à onda de protestos populares por melhores serviços públicos. Segundo Padilha, os médicos estrangeiros ocuparão apenas as vagas não preenchidas por profissionais brasileiros.

"Nós temos a necessidade de levar médicos para as áreas de carência de vagas, nas periferias de grandes cidades e no interior do Brasil, principalmente no Norte e no Nordeste. Para isso, lançaremos nos próximos dias um edital nacional, com a chamada para médicos brasileiros que queiram trabalhar nessas áreas. Após esse chamamento, se ainda houver vagas não preenchidas, iremos atrás de profissionais estrangeiros. Eles só vão ocupar vagas não preenchidas, a grande prioridade é chamar o médico brasileiro", disse Padilha.

Paralelamente a isso, o governo espera criar, até 2017, 11 mil novas vagas de graduação em faculdades de Medicina no País, além de 12 mil vagas de residência de especialização em áreas como pediatria, anestesia e medicina da família. Segundo Padilha, haverá um grande investimento na construção de novos hospitais e postos de saúde, com a possibilidade de formação de parcerias público-privadas (PPPs) para a gestão das unidades.