A Justiça do Rio Grande do Sul aceitou parcialmente na tarde desta segunda-feira a denúncia contra o núcleo de Ibirubá (RS) da quadrilha suspeita de envolvimento no esquema de adulteração de leite cru, descoberto na Operação Leite Compen$ado. Dos 12 denunciados, 11 responderão pelos crimes de de lavagem de dinheiro e adulteração de produto alimentício destinado ao consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo.
Foi aceita a denúncia contra João Cristiano Pranke Marx, Angélica Caponi Marx, João Irio Marx, Alexandre Caponi, Rosilei Geller, Natália Junges, Paulo Cesar Chiesa, Daniel Riet Villanova, Cleomar Canal, Egon Bender e Senaldo Wachter. O juiz Ralph Moraes Langanke, da Vara Judicial de Ibirubá, rejeitou apenas a denúncia contra Arcídio Cavalli, sócio da Rádio CBS Ltda. e dono de diversas propriedades rurais na região.
Segundo o magistrado, não há nos autos indícios suficientes de autoria ou participação de Cavalli no esquema que adulterava o leite. De acordo com o juiz, é fato público e notório em Ibirubá que o denunciado é um grande produtor rural, sendo importante ressaltar que o exame das notas fiscais das compras de ureia feitas por Arcídio revela que o produto foi entregue em propriedades rurais do próprio investigado, sem haver indícios, preliminarmente, de que a substância fosse empregada na adulteração.
Ainda de acordo com o julgador, o fato de o denunciado ser sócio da Rádio CBS Ltda. - que era usada como meio de comunicação dos criminosos, em um código estabelecido a partir do pedido de músicas - também não é bastante para configurar indício de sua participação no esquema.