O PMDB de Goiás formalizou nesta terça-feira convite para que o empresário José Batista Júnior, o Júnior do Friboi, deixe o seu atual partido, o PSB, e reforce os seus quadros. O convite aconteceu durante reunião da Executiva do partido com o empresário, na sede do diretório regional da sigla, em Goiânia. A oficialização da filiação deve ocorrer em 15 de maio, já que o empresário ainda deve, antes, conversar com a cúpula nacional do PSB sobre seu desligamento do partido, onde ocupa hoje o cargo de presidente regional.
Friboi, que não esconde o seu desejo de ser governador de Goiás, disse que, estando no PMDB, estaria disposto a construir seu espaço político, e se cacifar para a chapa majoritária da eleição estadual, no partido que tem no ex-governador Iris Rezende a sua maior liderança em Goiás.
“Tenho certeza absoluta que a minha vinda para o PMDB fortalece, sobretudo, os projetos e a alternância (política) em Goiás”, acredita. “Venho para construir, não estou aqui impondo absolutamente nada”, completou, quando questionado se a reserva da cabeça da chapa em 2014 faz parte das garantias acertadas com o PMDB para sua migração.
Friboi ainda insinuou que ele e Iris Rezende podem estar juntos na chapa que vai disputar o governo no próximo ano. “Iris tem dito que o PMDB está de braços abertos”, declarou. “Tenho dito a ele que ele não pode esquecer de que ele tem que participar, efetivamente, deste grande projeto, na chapa majoritária para 2014. Eu me coloco, meu nome, e quero que ele também entenda que eu e ele, e toda a militância do PMDB e das oposições, precisamos fazer a grande alternância de Goiás”, afirmou.
Júnior do Friboi espera manter o PSB dentro do projeto de unir as oposições em Goiás, contra o candidato da base do governador Marconi Perillo (PSDB), que ainda não anunciou se disputará a reeleição. Falando por si mesmo, Friboi indica também que apoia a candidatura de Eduardo Campos (PSB) à presidência. “Vou conversar com o presidente (nacional do PSB), o governador Eduardo Campos. Acredito que não vai haver nenhum problema, porque podemos dar, sobretudo, estrutura para o possível candidato a presidência da República, que é o governador Eduardo Campos”, disse. O PMDB de Goiás, porém, dá claros sinais de que deve continuar apoiando a aliança com o PT, e deve hipotecar o apoio a reeleição de Dilma Rousseff (PT).