Três médicos do caso da UTI do Hospital Evangélico são soltos

Três médicos e uma enfermeira envolvidos no caso da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Geral do Hospital Evangélico, em Curitiba, foram soltos na tarde desta sexta-feira após ficarem 20 dias presos. Eles são acusados de atuar junto com a médica Virgínia Soares de Souza, presa no dia 19 de fevereiro, na precipitação de mortes na UTI do hospital. A informação sobre a liberação dos presos é do advogado de defesa de Virgínia, Elias Mattar Assad. De acordo com ele, a sua cliente permanece presa porque seu mandado de prisão é preventivo. Os outros envolvidos estavam presos por meio de mandados temporários.

Foram soltos os médicos Anderson de Freitas, Edison Anselmo da Silva Junior e Maria Israela Cortez Boccato e a enfermeira Laís da Rosa Groff. A decisão judicial para a soltura veio juntamente com a aceitação da Justiça da denúncia protocolada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) na última segunda-feira. A ação está na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba e agora corre sob segredo de Justiça.

Segundo o advogado Elias Mattar Assad, o pedido de revogação da prisão preventiva da médica Virgínia Soares de Souza já feito por ele, e deve ser analisado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri até quarta-feira da próxima semana.

"Este pedido de revogação da prisão tem um processo a ser cumprido, entre eles passar pelo Ministério Público. Então a análise deve ocorrer nos primeiros dias da semana que vem", explica Assad.

Oito pessoas foram denunciadas pelas ocorrências na UTI do Hospital Evangélico. A Promotoria de Justiça de Proteção à Saúde Pública de Curitiba ofereceu nesta semana a denúncia contra Virgínia Soares de Souza, Anderson de Freitas, Edison Anselmo da Silva Junior, Maria Israela Cortez Boccato, Laís da Rosa Groff e a também enfermeira Patrícia Cristina de Gouveia Ribeiro por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha por envolvimento nas mortes de pacientes.

O enfermeiro Claudinei Machado Nunes e a fisioterapeuta Carmencita Emília Minozzo foram denunciados por formação de quadrilha. Segundo a denúncia, os profissionais seguiam as orientações de Virgínia para administrar medicamentos e mudar os parâmetros dos respiradores de pacientes em estado grave, causando as mortes por asfixia. Toda a investigação sobre o caso, com alvo na morte de sete pacientes, foi realizada pelo Núcleo de Repressão de Crimes contra a Saúde (Nucrisa), da Polícia Civil do Paraná.