Em visita a Santa Maria, deputado vê 'tensão' entre prefeitura e bombeiros

Parlamentares da comissão externa da Câmara que acompanha as investigações sobre o incêndio na Boate Kiss estiveram, nesta sexta-feira, em Santa Maria (RS) para uma série de encontros com as autoridades locais. O deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS), sub-relator da comissão externa, afirmou que os parlamentares encontraram o que chamou de "tensão" entre a prefeitura e a Brigada Militar, responsável pelo Corpo de Bombeiros. As informações são da Agência Câmara.

"Cada um tentando se defender, e o objetivo da comissão não é, de maneira nenhuma, aumentar o estresse, aumentar a pressão, aumentar a angústia, mas aumentar a transparência e trazer um pouco de equidade de um órgão afastado, que é a Câmara Federal, que não tem uma competência específica", explicou Marchezan Junior. De acordo com o deputado, Santa Maria ainda não retomou o clima de tranquilidade.

O parlamentar acrescentou que, em sua opinião, a Câmara pode ser importante para as investigações. "Com serenidade pode contribuir tanto na elucidação disso, como também com uma estrutura jurídica de prevenção", argumentou.

Marchezan disse também que é cedo para se chegar a conclusões definitivas. Ele, no entanto, lembrou que, pelo que já foi divulgado, o material usado para revestir o teto da casa noturna contribuiu muito para o elevado número de mortes.

Nesta sexta-feira, os integrantes da comissão, junto com representantes da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e da Câmara Municipal de Santa Maria, conversaram com o prefeito da cidade, Cezar Schirmer, além do comandante do Corpo de Bombeiros, Guido Pedroso Melo, e do delegado regional do município, Marcelo Arigony.

A comissão externa da Câmara é coordenada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O plano de trabalho definido no início deste mês inclui medidas como ouvir especialistas para elaborar um projeto com os parâmetros mínimos de prevenção a incêndios, que deverão ser os mesmos para todo o País.

A primeira audiência pública está marcada para a próxima terça-feira. No encontro, estão previstos a apresentação de laudo técnico pelo Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia do Rio Grande do Sul; explicações sobre a legislação atual por técnicos da Câmara; e um relato sobre o andamento das investigações, a cargo de Marchezan Junior.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.>

Parlamentares da comissão externa da Câmara que acompanha as investigações sobre o incêndio na Boate Kiss estiveram, nesta sexta-feira, em Santa Maria (RS) para uma série de encontros com as autoridades locais. O deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS), sub-relator da comissão externa, afirmou que os parlamentares encontraram o que chamou de "tensão" entre a prefeitura e a Brigada Militar, responsável pelo Corpo de Bombeiros. As informações são da Agência Câmara.

"Cada um tentando se defender, e o objetivo da comissão não é, de maneira nenhuma, aumentar o estresse, aumentar a pressão, aumentar a angústia, mas aumentar a transparência e trazer um pouco de equidade de um órgão afastado, que é a Câmara Federal, que não tem uma competência específica", explicou Marchezan Junior. De acordo com o deputado, Santa Maria ainda não retomou o clima de tranquilidade.

O parlamentar acrescentou que, em sua opinião, a Câmara pode ser importante para as investigações. "Com serenidade pode contribuir tanto na elucidação disso, como também com uma estrutura jurídica de prevenção", argumentou.

Marchezan disse também que é cedo para se chegar a conclusões definitivas. Ele, no entanto, lembrou que, pelo que já foi divulgado, o material usado para revestir o teto da casa noturna contribuiu muito para o elevado número de mortes.

Nesta sexta-feira, os integrantes da comissão, junto com representantes da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e da Câmara Municipal de Santa Maria, conversaram com o prefeito da cidade, Cezar Schirmer, além do comandante do Corpo de Bombeiros, Guido Pedroso Melo, e do delegado regional do município, Marcelo Arigony.

A comissão externa da Câmara é coordenada pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS). O plano de trabalho definido no início deste mês inclui medidas como ouvir especialistas para elaborar um projeto com os parâmetros mínimos de prevenção a incêndios, que deverão ser os mesmos para todo o País.

A primeira audiência pública está marcada para a próxima terça-feira. No encontro, estão previstos a apresentação de laudo técnico pelo Conselho Regional de Arquitetura e Engenharia do Rio Grande do Sul; explicações sobre a legislação atual por técnicos da Câmara; e um relato sobre o andamento das investigações, a cargo de Marchezan Junior.

Incêndio na Boate Kiss

Um incêndio de grandes proporções deixou mais de 230 mortos na madrugada do dia 27 de janeiro, em Santa Maria (RS). O incidente, que começou por volta das 2h30, ocorreu na Boate Kiss, na rua dos Andradas, no centro da cidade. O Corpo de Bombeiros acredita que o fogo tenha iniciado com um artefato pirotécnico lançado por um integrante da banda que fazia show na festa universitária.

Segundo um segurança que trabalhava no local, muitas pessoas foram pisoteadas. "Na hora que o fogo começou, foi um desespero para tentar sair pela única porta de entrada e saída da boate, e muita gente foi pisoteada. Todos quiseram sair ao mesmo tempo e muita gente morreu tentando sair", contou. O local foi interditado e os corpos foram levados ao Centro Desportivo Municipal, onde centenas de pessoas se reuniam em busca de informações.