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Beijos dos Filhos de Gandhy ganham elogios e "imitações" em Salvador

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O rastro é conhecido nas ruas de Salvador a partir do domingo de Carnaval: colares de contas azuis e brancas no pescoço das meninas. É o souvenir de um beijo de algum integrante do grupo Filhos de Gandhy, entidade tradicional que promove a paz e faz parte do Carnaval de Salvador.

Beijar um deles, para muitas, especialmente turistas, é quase tarefa obrigatória em uma visita à capital baiana em tempos de folia. “É a tradição do Carnaval em Salvador. Eu já beijei dois. Tudo na brincadeira”, conta a carioca Lara Góes, pela primeira vez no carnaval da capital baiana.

A soteropolitana Ariele Santos diz que gosta da tradição e que o desfile dos Filhos de Gandhy é um momento à parte na folia. “É divertido, e também é legal a brincadeira dos colares”, afirma.

Foi justamente na venda dos colares que Carlos Rodrigues encontrou seu ganha-pão. Ele diz vender cerca de 100 colares por dia em época de Carnaval. “O pessoal precisa repor”, diz ele. Apesar de integrantes do grupo serem o mercado principal de Carlos, ele conta que muitos “espertinhos” que não são do Filhos de Gandhy também compram para tentar conseguir algum beijo. “Até eu aproveitava, quando era solteiro”, diz.

Apesar da brincadeira, integrantes mais antigos da entidade garantem que a nova mania nada tem a ver com os princípios de paz pregados pelo líder indiano Mahatma Gandhi. “Isso não é dos princípios, é mais da baianidade mesmo”, brinca Fabrício da Silva.