Equipe que atuou no atendimento psicológico do 11/9 ajudará no RS

A informação é do ministro da Saúde, Alexandre Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira (29) que profissionais que auxiliaram no atendimento de familiares de vítimas do ataque de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gêmeas, em Nova York, atuarão no suporte psicológico de parentes dos pacientes internados em estado grave em Porto Alegre por causa do incêndio na boate de Santa Maria no domingo.

De acordo com o ministro, foi formada uma força-tarefa específica que conta com profissionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). A equipe deve prestar atendimento mental e psicológico a familiares e amigos de mais de 50 pacientes internados na capital gaúcha - todos em estado grave, respirando por aparelhos, e, em sua maioria, intoxicados pela inalação da fumaça no incêndio.

"A partir de hoje começa a funcionar uma força-tarefa específica de suporte psicológico aos familiares dos mais de 50 pacientes que estão internados em Porto Alegre", disse Padilha em entrevista a jornalistas. "São pacientes que vão ficar por um período bastante prolongado internados em UTI."

O ministro alertou que pessoas que tiveram contato com a fumaça e saíram aparentemente ilesas ainda podem ter complicações por conta da inalação e apresentar sintomas como desconforto respiratório e tosse em até quatro dias após o episódio.