Padilha contata bancos de pele da América Latina após incêndio

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou na manhã desta segunda-feira que deixou de sobreaviso bancos de pele do Brasil e de países vizinhos para atender casos de queimados grave do incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. Padilha já entrou em contato com ministros da Argentina, Uruguai e Peru para o caso de faltar material humano para reconstituição de vítimas.  

“Se for necessário, vamos trazer banco de pele de outros países”, disse Padilha. Casos de queimados graves são minoria dentre as vítimas do incêndio. “Das 300 pessoas que passaram nos hospitais, menos de 20% são queimados”, destacou o ministro. 

O ministro vai transferir na manhã desta segunda mais sete pacientes com objetivo de liberar leitos de UTI para pessoas que não estavam internadas e venham a apresentar problemas respiratórios. Atualmente, Santa Maria possui 17 leitos de UTI liberados para atender pacientes.  

“Na última noite, quatro ou cinco pacientes deram entrada nos hospitais e estão em ventilação mecânica. Estamos em estado de alerta nos próximos dias”, disse o ministro. “É muito comum em situações com essa em dois ou três dias surgir sinais de falta de ar e tosse”, salientou. 

Dos 82 internados em Santa Maria, 40 respiram com ventilação mecânica, casos considerados graves. Outros 39 foram removidos para hospitais de Porto Alegre, Canoas e Ijuí. O ministro ressaltou que não houve mortes na madrugada desta segunda-feira, permanecendo o total de 231 mortes.