PF prende vereador suspeito de tráfico internacional

Ele estaria esperando avião cheio de drogas em SP

A Polícia Federal em Araraquara, a 270 quilômetros de São Paulo, prendeu, no último sábado, um vereador de 35 anos de Bocaina (SP), suspeito de integrar uma quadrilha especializada no tráfico internacional de drogas. Na operação, houve troca de tiros e um segundo suspeito, de 26 anos, foi morto. Os dois suspeitos estavam em uma pista de pouso clandestina na zona rural de Boa Esperança do Sul (SP), onde aguardavam a chegada de uma aeronave supostamente carregada com drogas.

A PF vinha monitorando a quadrilha na última semana e decidiu montar diligências na região de Araraquara após notar "movimentação inusitada de pessoas suspeitas". As investigações apontaram que o grupo se deslocou para a pista de pouso clandestina, após adquirir combustível de aviação, apontando para a iminência da recepção de um grande carregamento de entorpecentes, proveniente do exterior e transportado por avião.

Equipes da PF foram, então, posicionadas no entorno da pista. Seguindo o protocolo, a PF acionou a Força Aérea Brasileira (FAB) para monitorar, via radar, a invasão do território nacional e o deslocamento da aeronave clandestina.

Entretanto, segundo a PF, a proximidade do avião destacado pela FAB para acompanhar a aeronave carregada com drogas despertou a atenção dos membros da quadrilha que estavam em terra, cancelando a aterrissagem. Percebendo a ação policial, os traficantes tentaram fugir do cerco e atiraram contra os policiais. No confronto, um dos suspeitos foi morto. De acordo com a PF, ele já havia sido preso em flagrante em duas oportunidades, por envolvimento com o tráfico de drogas.

Além da prisão do vereador, a PF apreendeu duas armas e dois veículos pertencentes à quadrilha - um deles carregado com seis galões de combustível para aviação, que seria utilizado para reabastecer a aeronave. O líder da quadrilha, entretanto, conseguiu fugir.

Após cancelar o pouso, o avião dos traficantes foi acompanhado pela FAB por cerca de três horas e resistiu à ordem para pousar em solo brasileiro até cruzar a fronteira com o Paraguai. Procurada pelo Terra, a FAB não havia se posicionado sobre a operação até as 17h50 desta segunda-feira.