Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, é eleito 4º melhor CEO do mundo

Roger Agnelli, ex-presidente da Vale, foi apontado como o quarto CEO com melhor desempenho do planeta, segundo uma pesquisa feita pela Harvard Business Review em parceria com o Insead, como informou o jornal Valor Econômico. Ele é o único brasileiro dentre os dez melhores presidentes de empresas.

O ranking inclui ainda o ex-CEO da Apple, Steve Jobs, na primeira posição e o presidente da Amazon, Jeffrey Bezos, que ocupa o segundo lugar. Outros nove brasileiros fazem parte do top 100. Dentre eles, está Maurício Novis Botalho, ex-presidente da Embraer, que ficou em 11º lugar e na segunda posição na América Latina. Além dele, está Renato Alves Vale, presidente da CCR, em 24º lugar; Djalma Bastos de Morais, da Cemig, em 26º; e o presidente da Tractebel, Manoel Arlindo Zaroni Torres, em 29º. 

O ranking utiliza dados como o aumento no valor de mercado da empresa durante a presidência dos executivos e o retorno aos acionistas em comparação com outras companhias no mesmo país ou na mesma indústria, além de indicativos de desempenho como vendas, lucro ou índice de inovação. O estudo foi publicado pela Harvard Business Review. 

Apesar de já se ter passado mais de um ano da morte de Steve Jobs, os autores da pesquisa dizem que números alcançados pela Apple durante a sua presidência “devem seguir imbatíveis por um longo tempo”. O estudo, que usa dados de 2010, busca analisar todo o tempo passado por um presidente no comando da empresa, o que explica que muitos dos nomes sejam de profissionais que já foram substituídos. 

Os presidentes brasileiros se saíram bem no estudo de maneira geral. Apesar de serem apenas 4,5% da amostra geral, formam 9% do top 100. Em comparação, os CEOs chineses foram 17% dos presidentes analisados, mas apenas três executivos entraram no ranking final dos 100 melhores.

Polêmicas

Um dos momentos mais emblemáticos durante a presidência de Agnelli na Vale foi um entrevero com o então presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, devido a decisão da empresa de comprar 19 super navios cargueiros na China e na Coreia do Sul, em agosto de 2008. “É impossível a Vale continuar comprando da China quando a gente está montando uma indústria naval aqui”, reclamou Lula, na época.

Denúncias de que a compra provocou a falência de algumas empresas brasileiras contribuíram para a demissão de Agnelli da Vale. Em setembro de 2011, os navios comprados foram colocados a venda pela empresa, gerando novas polêmicas. 

Atualmente, Agnelli trabalha na AGN Participações, uma companhia de investimentos focada nos setores de commodities, que ele fundou em dezembro de 2011.