A Polícia Civil de São Paulo vai abrir um inquérito para investigar se uma central de monitoramento da Polícia Militar realizou escutas irregulares, que teriam atingido pessoas sem ligação com o crime organizado, como policiais civis e jornalistas. A afirmação foi do delegado-geral da Polícia Civil no Estado, Luiz Maurício Blazeck.
A central funcionava na sede do comando da PM de Presidente Prudente (a 558 km da capital). A abertura da investigação, segundo ele, terá como base a representação feita pela Associação dos Delegados e, também, um boletim de ocorrência registrado pelo radialista João Alkimin, autor de um blog sobre segurança pública.
A representação é baseada em reportagens dos jornais Oeste Notícias e Folha de S. Paulo sobre uma central de escutas montada pelo então secretário de Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, para monitorar presos. Policiais, promotores e juízes dizem que esse grupo acabou se tornando uma espécie de central de espionagem.
O governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), registrou um boletim de ocorrência após ser procurado por um policial do Batalhão do Choque.