Dilma: "a história de Niemeyer não cabe nas pranchetas"

A presidente Dilma Rousseff divulgou nota oficial na noite desta quarta-feira lamentando a morte do arquiteto Oscar Niemeyer, ocorrida às 21h55, aos 104 anos. "A sua história não cabe nas pranchetas. Niemeyer foi um revolucionário, o mentor de uma nova arquitetura, bonita, lógica e, como ele mesmo definia, inventiva", escreveu Dilma.

No comunicado, a presidente lembrou uma das frases do arquiteto, que dizia que "a gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem". Ela elencou o arquiteto como um grande brasileiro. "E poucos sonharam tão intensamente e fizeram tantas coisas acontecer como ele", afirmou.

"Da sinuosidade da curva, Niemeyer desenhou casas, palácios e cidades. Das injustiças do mundo, ele sonhou uma sociedade igualitária. 'Minha posição diante do mundo é de invariável revolta', dizia Niemeyer. Uma revolta que inspira a todos que o conheceram", colocou a presidente.

Ainda na nota, Dilma ressaltou que Niemeyer foi, com Lúcio Costa, o autor intelectual de Brasília, a capital que mudou o eixo do Brasil para o interior. "Nacionalista, tornou-se o mais cosmopolita dos brasileiros, com projetos presentes por todo o País, nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argélia, Itália e Israel, entre outros países. Autodeclarado pessimista, era um símbolo da esperança", escreveu. "O Brasil perdeu hoje um dos seus gênios. É dia de chorar sua morte. É dia de saudar sua vida", completou.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho é carioca. Ele nasceu em 15 de dezembro de 1907 no bairro de Laranjeiras, no Rio. O arquiteto morreu às 21h55, aos 104 anos, no Hospital Samaritano, também na capital fluminense.