Após soltura de Cachoeira, companheira já fala em casamento

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, passa as primeiras horas de liberdade em sua casa, no condomínio Alphaville, em Goiânia. Acompanhado de sua família, Cachoeira acordou às 8h e tem recebido telefonemas e visitas de amigos e parentes. O Terra falou por telefone com a mulher do contraventor, Andressa Mendonça, que comentou sobre a promessa de Cachoeira, de que iria se casar formalmente com a parceira no primeiro dia de liberdade. 

"Primeiro vamos dar um tempo para ele se readaptar, mas o que eu posso dizer é que ele cumpre todas as suas promessas. Isso eu posso garantir", disse Andressa, indicando que o casamento pode acontecer nos próximos dias.

A companheira de Carlinhos Cachoeira disse ainda que ficou muito feliz com a notícia da soltura do marido, "Estou felicíssima, como não poderia estar? Foi muito tempo de angústia e espera. Mas agora estamos juntos", comemorou.

Sobre o número de visitas e telefonemas recebidos, Andressa disse que Cachoeira ainda é uma pessoa muito querida por pessoas em diversos círculos sociais de Goiás. Quando questionada sobre os próximos passos da defesa no processo, ela seguiu a recomendação dos advogados e não falou sobre o assunto. Cachoeira também se esquivou de qualquer tipo de entrevista em seu primeiro dia de liberdade.

A defesa de Cachoeira já entregou as alegações finais ao juiz Alderico Rocha, da Justiça Federal de Goiás. O juiz agora tem 30 dias para proferir a sentença no processo movido contra o empresário pelo Ministério Público Federal de Goiás.

Soltura

Carlinhos Cachoeira, deixou, por volta das 23h50 desta terça-feira, a penitenciária da Papuda, em Brasília, após 265 dias preso. O contraventor foi condenado hoje pela 5ª Vara Criminal do Distrito Federal a uma pena de 5 anos de prisão por tráfico de influência e formação de quadrilha. Como a sentença é inferior a 8 anos, a juíza Ana Claudia Barreto decidiu soltar Cachoeira, que cumprirá a pena em regime semiaberto.

Entre idas e vindas de recursos, Cachoeira quase foi solto no dia 15 de outubro, após o desembargador Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), ter concedido um habeas corpus a favor do bicheiro. No entanto, ele permaneceu no presídio da Papuda, em Brasília, por conta de outro processo decorrente da Operação Saint-Michel, da Polícia Civil do Distrito Federal.