Novo ataque a ônibus termina com suspeito baleado no litoral de SC

Uma nova tentativa de ataque a ônibus terminou com uma pessoa baleada em Itapema, cidade localizada no litoral norte de Santa Catarina. O caso ocorreu por volta das 16h desta quinta-feira na rua 406. Homens renderam o motorista de um ônibus e atearam fogo no veículo.

Segundo a Polícia Militar (PM), não havia passageiros no coletivo. Os homens fugiram e foram perseguidos por policiais. Houve troca de tiros e um dos suspeitos foi baleado. Ainda não foram divulgadas informações sobre o estado de saúde do rapaz. O próprio motorista do ônibus conseguiu apagar o incêndio. O veículo sofreu apenas pequenos danos.

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Números

Mais cedo, a PM divulgou um balanço dos ataques criminosos que começaram na última segunda-feira. Até a tarde de hoje, 31 suspeitos foram presos e outros 58 envolvidos já estão identificados. Os dados revelam já são 46 ataques em dez cidades desde a tarde do dia 12 e 19 ônibus foram incendiados.

Neste feriado, dois homens que atearam fogo em um carro em Balneário Camboriú foram detidos. De acordo com a PM, quando questionados sobre o fato, disseram que incendiaram o veículo porque "acharam legal". Em Tijucas, um suspeito de 22 anos foi preso com 11 bananas de dinamite e uma garrafa pet contendo combustível. Ele estava cumprindo pena no presídio da cidade e foi colocado em liberdade condicional ontem.

A Polícia Militar atua com reforço de 20% no policiamento em dez cidades onde ocorreram ataques. Em Florianópolis, 10 linhas de ônibus estão sendo escoltadas.

Enquanto os coletivos foram alvos somente de incêndio, algumas bases policiais também foram alvejadas. Na segunda-feira, dia 12, uma funcionária de uma empresa de administração prisional recebeu uma mensagem no celular que avisava sobre os ataques, que seriam uma represália a supostos maus tratos ocorridos dentro da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

O secretário de Segurança Pública de Santa Catarina, César Augusto Grubba, afirmou que os atentados ocorridos em Florianópolis podem ter sido uma imitação dos ataques ocorridos nos últimos dias em São Paulo, onde mais de 90 policiais foram mortos desde o início do ano.