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Julgamento do ex-policial Bola recomeça em Minas Gerais

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O júri popular do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, acusado de assassinar o comerciante e carcereiro Rogério Martins Novelo em maio de 2000, recomeçou às 9h40 desta terça-feira no Fórum de Contagem, em Minas Gerais. A primeira testemunha ouvida é o delegado Edson Moreira, que na época do crime era chefe do réu na Polícia Civil, antes de ele ser expulso da corporação.

Na segunda-feira à noite, pouco antes do julgamento, a juíza consultou os sete jurados do Conselho de Sentença. Os advogados de defesa queriam que o delegado respondesse também perguntas sobre o caso Eliza Samudio. Em votação, por 4 votos a 3, ficou decidido que ele vai responder apenas perguntas relacionadas ao júri da morte do carcereiro.

Os advogados de defesa, Ércio Quaresma, Zanone Manoel e Fernando Magalhães alegam ainda que uma testemunha teria dito que oito pessoas teriam visto o crime, e que a Polícia Civil, na época da apuração do crime, não ouviu todas, por isso poderia ter havido falha durante a investigação, o que será perguntado por eles a Edson Moreira.

O comerciante Rogério Novelo foi executado na loja em que trabalhava. O depoimento do delegado aconteceria ontem, mas foi adiado para esta terça devido à previsão de que fosse bastante longo.

Na segunda-feira, a juíza Marixa Fabiane negou o pedido dos advogados de Bola para adiar o júri. No dia 24 de outubro, ela já havia acatado pedido do Ministério Público e adiado o júri popular para esta segunda-feira depois que os advogados não compareceram. Para a magistrada, houve "evidente má fé" dos advogados de defesa na manobra pelo adiamento e por isso ela aplicou uma multa de R$ 18,6 mil ao defensor Fernando Costa Magalhães. O valor deveria ser pago em 20 dias.

Segundo o MP, o pedido do primeiro adiamento foi motivado "por uma astuta manobra articulada pela defesa do réu". Ainda de acordo com o Ministério Público, o advogado de Bola, Fernando Magalhães, alegou que teve de viajar para a cidade de Tangará da Serra (MT) para acompanhar o depoimento de uma testemunha no caso Eliza Samudio, do qual o ex-policial também é acusado de envolvimento.

De acordo com o promotor, a testemunha foi arrolada pelo MP, mas o advogado foi comunicado pela comarca de Tangará da Serra de que não haveria mais o depoimento. Mesmo assim, Magalhães viajou a Mato Grosso e não compareceu ao julgamento em Contagem no dia 24.