Até as 6h desta sexta-feira, 22 pessoas foram presas em flagrante na Operação Saturação que ocorre desde a última segunda-feira na favela de Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo. A ação também já apreendeu 15 armas de fogo, 324 munições, 24 kg de cocaína, 254 kg de maconha e 50 unidades de drogas sintéticas.
A operação quer reduzir os furtos e roubos na região, além de apreender armas e drogas, desmobilizar pontos de tráfico de entorpecentes e, consequentemente, aumentar a sensação de segurança da população do local. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) acredita que partiu de Paraisópolis a ordem para que seis policiais militares fossem assassinados no Estado.
Cerca de 500 policiais do Batalhão de Choque e do 16º Batalhão de Policia Militar participam da operação. A equipe conta com 100 carros, dois caminhões, 28 motocicletas, oito cães e 60 cavalos, além de um helicóptero Águia. Também são feitas ações de ronda ostensivas com motocicletas e ações combinadas de presença em diversos pontos da favela, que foi mapeada de acordo com os pontos de maior incidência criminal.
Onda de violência
Desde o início do ano até ontem, 88 policiais foram assassinados no Estado. Desse total, 18 eram aposentados e apenas três estavam em serviço. Segundo a PM, 47 dos crimes tinham indícios de execução, 31 foram reações a roubo, três por motivos passionais, três em desentendimentos e um sem motivação aparente.
Além disso, o Estado continua a enfrentar um grande índice de violência. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, só na capital houve um crescimento de 102,82% no número de pessoas vítimas de homicídio no mês de setembro, em comparação ao mesmo período do ano passado. Em todo o Estado, a alta foi de 26,71% no mesmo período.
Preocupada com a onda de assassinatos em São Paulo, a presidente Dilma Rousseff telefonou ontem ao governador Geraldo Alckmin para oferecer apoio do governo federal ao Estado. Os termos da cooperação entre os palácios do Planalto e dos Bandeirantes serão acertados em reunião a ser realizada na semana que vem. Pelo lado do governo federal, quem está destacado para cuidar do assunto é o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Antes da ajuda federal a São Paulo, pelo menos quatro pessoas foram mortas a tiros entre a noite de quinta e madrugada desta sexta. Segundo a Polícia Militar, foram três mortos na zona sul e um na zona leste da capital paulista. Um policial civil foi baleado na zona norte e internado no Hospital das Clínicas, onde passaria por cirurgia de emergência.