O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, reuniu neste domingo várias lideranças políticas do PT e do PSB, partido aliado aos petistas no plano federal, para um almoço no Centro de Tradições Nordestinas, na zona Norte da capital paulista. Na pauta, o racha entre os dois partidos em Recife e as disputas acirradas em Fortaleza e Belo Horizonte.
Na chegada, o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, afirmou que as diferenças municipais não vão influir nas eleições de 2014. "Já disputamos várias vezes, em vários locais e isso é comum na política. No plano nacional, os planos continuam os mesmos", disse, rechaçando a possibilidade de se candidatar à presidência daqui a dois anos. "Pode ser desejo de alguns, mas não é o meu", garantiu.
Juntamente com Campos, estiveram presentes no evento o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT). De acordo com a petista, muita gente de fora está gostando dessa intriga entre PSB e PT. "Eles (PSB) estão falando muito mal de nós. Estão testando até onde podem chegar", afirmou.
A situação de maior tensão entre os dois partidos se verifica no Recife, onde as legendas não chegaram a consenso e lançaram candidaturas próprias. O PSB está com Geraldo Julio, enquanto o PT tem o ex-ministro da Saúde e atual senador Humberto Costa como candidato.
Costa, que esteve presente no almoço, cobra de Lula uma participação mais efetiva em sua campanha. Por enquanto, o ex-presidente participou apenas da gravação de programas políticos para o seu ex-ministro e companheiro de legenda, mas atendendo aos apelos do candidato deve ir à capital pernambucana nos dias 27 e 28 de setembro.
Além das discussões a respeito da política de alianças envolvendo os dois partidos, o encontro serviu para que fossem gravadas mensagens de apoio para o candidato à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que também compareceu ao almoço.