Sindicato decide continuar greve dos professores federais 

O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) anunciou na manhã desta segunda-feira que a greve dos professores das universidades federais ainda não será encerrada. A reunião, que ocorreu neste domingo na Sede do Comando Nacional de Greve em Brasília, não havia sido encerrada até a meia-noite do mesmo dia.

O anúncio do resultado de assembleias estaduais realizadas desde segunda-feira para decidir sobre a proposta de aumento salarial do governo estava previsto para ser divulgado na última quinta. O sindicato explicou que as decisões devem ser avaliadas para que haja algum tipo de encaminhamento político para a questão.

Hoje, a greve dos professores universitários do Andes-SN completa 117 dias. A paralisação começou em 17 de maio e chegou a ter adesão de 56 de 59 instituições, incluindo universidades, centros federais de Educação Tecnológica e institutos federais de Tecnologia.

Docentes ligados ao Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que representa parte da categoria, já decidiram pelo fim da paralisação. Eles aceitaram a proposta do governo para reajuste salarial entre 25% e 40%.

Professores das universidades federais do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de Pernambuco decidiram encerrar a greve no dia 5 de setembro. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), 16 instituições indicaram o fim da paralisação: as universidades federais de Santa Catarina, de São Carlos, de Ciências da Saúde de Porto Alegre, da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, do Ceará, do Rio Grande do Sul, da Fronteira Sul e a Universidade de Brasília.

Voltaram parcialmente as atividades das universidades do Tocantins, do Pampa e de São Paulo. Está prevista para a próxima semana a retomada das aulas nas universidades de Juiz de Fora, da Grande Dourados, de Alfenas e do Recôncavo Baiano.