Mensalão: Defesa de sócia de Duda diz que MPF os tratou como uma só pessoa

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, foi o defensor do último dos réus da ação penal do mensalão, a sócia de Duda Mendonça na empresa CEP, Zilmar Fernandes, também enquadrada pelo Ministério Público Federal nos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Depois de dizer que, para a acusação, Duda Mendonça e Zilmar “pareciam ser uma única pessoa”, como se fossem “Leandro e Leonardo”, o advogado procurou separar as duas pessoas, a fim de que suas condutas fossem individualizadas. Mas da mesma forma que o defensor de Duda, ele sustentou a licitude das quantias em dinheiro recebidas pela empresa CEP, na qual sua cliente se ocupava da área administrativa, e a ausência de qualquer prova relativa aos dois crimes pelos quais responde a ré.

Almeida Castro chegou a afirmar que o mensalão “não existiu”. “O chamado mensalão é uma tese de defesa de um delator (o ex-deputado Roberto Jefferson) para defender o seu partido (PTB) quando flagrado num esquema de corrupção nos Correios. Ele não pode se defender, e então atacou”, acrescentou.

Ainda segundo o advogado Kakay, Duda Mendonça e Zilmar Fernandes “não estão inseridos em nenhuma das circunstâncias do mensalão”. “Eles não deveriam estar neste processo, tinham um contrato com o PT, efetuaram o trabalho, e passaram a ter direito a um crédito lícito. Não eram agentes públicos, não tinham nenhuma relação com o Congresso”.

O advogado concluiu a sustentação dizendo que sua cliente “só quer agora a paz”, depois d éter descrito Duda Mendonça como “um gênio criativo, que saiu da Bahia, mas a Bahia nunca saiu dele”.