Empresária nega envolvimento com Cachoeira e diz que seu nome foi usado

A empresária Rosely Pantoja disse na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira que seu nome foi usado e que só soube do seu suposto envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira pelo que leu na internet. “Não tenho nenhum envolvimento com essa quadrilha. Estou aqui para esclarecer o que puder”, disse.

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Rosely é apontada como sócia da empresa Alberto & Pantoja Construções. Segundo a Polícia Federal, trata-se de uma empresa de fachada integrante do esquema criminoso montado por Cachoeira, utilizada para triangular pagamentos ilegais da construtora Delta. 

Assim como a Brava Construções, ela tem endereço fictício - um prédio numa cidade-satélite de Brasília onde funciona uma oficina mecânica.

A depoente não reconheceu como seu o número de CPF apresentado pelo relator da comissão mista, deputado Odair Cunha (PT-MG).

A comerciante não foi acompanhada de advogado e disse aos parlamentares que não dispõe de recursos para pagar pelos serviços de um profissional da área.

Questionada pelos parlamentares, ela disse não conhecer qualquer dos acusados de pertencer ao grupo de Carlos Cachoeira. No entanto, confirmou que um dos citados pela Polícia Federal, Gilmar Carvalho Moraes, é seu ex-marido. Ele é acusado de ser sócio de outra empresa de fachada, a empresa G & C Construções e incorporações Ltda.

Para o relator, a rede de Cachoeira pode ter utilizado os documentos de Roseli para a criação da Alberto & Pantoja. O relator lembrou que a empresa movimentou R$ 60 milhões de reais, tendo recebido da Delta mais de R$ 25 milhões.

O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) citou seis empresas nas quais o nome de Roseli aparece como sócia, mas ela disse que não conhece nenhuma delas.

Alvaro Dias declarou que é necessário investigar o envolvimento do ex-marido de Roseli e a possibilidade de ele ter usado o nome da esposa no esquema. Roseli disse ter dado ao ex-marido uma procuração, possivelmente há cerca de um ano, para que ela pudesse abrir uma empresa. Odair Cunha observou, no entanto, que a Alberto & Pantoja foi constituída em 2010.

Com agências Câmara e Senado