Velório de Arnaldo Sussekind é adiado

Ex-ministro morreu nesta segunda-feira, dia em que completaria 95 anos

O velório do ex-ministro Arnaldo Lopes Sussekind, que seria realizado nesta segunda-feira, 9, foi adiado para terça-feira, 10, das 9 às 13h, no TRT-RJ. O corpo do jurista não pode ser apresentado hoje devido a um problema durante a retirada do marcapasso.

Sussekind morreu nesta segunda-feira, dia em que completaria 95 anos. Ele integrou a comissão nomeada por Getúlio Vargas para elaborar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em 1942, além de ter sido, durante o governo de Castello Branco, ministro da Agricultura (1964) e do Trabalho e Previdência Social (de 1964 a 1965).

Sussekind estava internado no Hospital Samaritano, na Zona Sul do Rio, onde acabou morrendo após sofrer insuficiência respiratória, seguida de uma parada cardiorrespiratória. O corpo do ex-ministro será velado no Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) e será cremado nesta terça-feira. Sussekind deixa três filhos. Viúvo da primeira mulher, ele casou-se de novo aos 90 anos, quando decidiu deixar o bairro do Leblon, onde morou por muitos anos, por Copacabana.

História

Em 1941, enquanto Getúlio Vargas declarava instalada a Justiça do Trabalho, Arnaldo Sussekind, na época com 21 anos, lançava seu primeiro livro: Manual da Justiça do Trabalho.

O jurista integrou a comissão nomeada por Getúlio Vargas para elaboração da Consolidação das Leis do Trabalho, em 1942, juntamente com os juristas José de Segadas Viana, Oscar Saraiva, Luiz Augusto Rego Monteiro e Dorval Lacerda Marcondes. É, também, representante brasileiro junto à OIT - Organização Internacional do Trabalho. Foi ainda ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) por seis anos, até 1971, e seu nome batiza o prédio da sede do TRT do Rio.

Sussekind continuou na ativa até os 93 anos, formulando pareceres em seu apartamento. Carioca, Sussekind vinha de uma família ligada ao direito.