CPI ouve depoimentos de pessoas ligadas a governador do DF 

A CPI Mista que investiga as relações entre o contraventor Carlos Augusto Ramos com políticos e empresários deve ouvir na manhã desta quinta-feira três depoimentos de pessoas ligadas ao governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). 

O governador foi citado nominalmente em conversas gravadas em abril do ano passado pela Polícia Federal.

Um dos depoentes é o ex-chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, citado em escutas telefônicas como possível facilitador do esquema de Cachoeira no DF, o que é negado pelo governo. 

No entanto, o ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu decisão liminar garantindo a Cláudio Monteiro o direito de permanecer em silêncio em seu depoimento na Comissão.

Foi assegurado ainda o direito do ex-assessor de ser acompanhado por advogado e de não ser preso em decorrência do exercício do direito de não se autoincriminar. A decisão foi proferida em ação de habeas corpus impetrada pela defesa do ex-chefe de gabinete no último dia 20.

O ex-subsecretário, João Carlos Feitoza, suspeito de receber dinheiro do grupo de Cachoeira, também deve ser ouvido pelos parlamentares. Outro depoimento será o de Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, ex-assessor da Casa Militar do DF, que supostamente tentou conseguir a nomeação de um aliado de Cachoeira no Serviço de Limpeza Urbana da capital.