Polícia prende cinco suspeitos por morte de PMs em São Paulo

A Polícia Militar de São Paulo anunciou hoje que foram efetuadas cinco prisões pelas execuções dos policiais militares que ocorre desde o último dia 30 de maio, mas que se intensificaram na última semana. Ao todo, sete PMs foram foram assassinados na capital paulista e região metropolitana nos últimos dias.

O delegado Jorge Carlos Carrasco, diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), anunciou que duas pessoas devem presas a qualquer momento: uma na capital e outra na Baixada Santista. Dois criminosos, identificados como Adilson Almeida dos Santos, 32 anos, e Adrilson Almeida dos Santos, 31 anos, foram presos nesta madrugada, e um veículo Monza foi apreendido pelo DHPP na região da Vila Madalena.

Outros dois bandidos, ainda não identificados, foram presos pelo 14º DP, de Pinheiros, com uma Tucson roubada. Eles faziam tocaia em busca de PMs que estavam fazendo "bico" na região da Vila Madalena. O último suspeito preso foi Douglas de Brito Silva, 23 anos, responsável pelo assassinato do soldado Osmar Santos Ferreira. Ele era procurado pela polícia desde 2011, quando fugiu de uma penitenciária do município de Reginópolis. Ainda há um sexto suspeito identificado, Cleber Cesário Garcia, ligado ao crime na região central de Ferraz Vasconcelos.

"Nosso pessoal está trabalhando há três noites no caso. Eu não descarto nada, mas é tudo muito preliminar neste momento", disse o delegado Carrasco sobre o possível envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC) nos crimes.

Ainda há três suspeitos que não foram identificados, mas teriam ligações com a execução do PM Vaner Dias em uma uma academia de ginástica na zona leste de São Paulo.

Ainda segundo o delegado, dois bandidos detidos com armas de grosso calibre serão investigadas pelo DHPP através de exame de balística para confirmar se eles têm ligação com os crimes. Segundo o coronel da PM Roberval Ferreira França, desde o início do ano, 10 PMs foram executados no Estado de São Paulo, sendo que apenas seis deles têm ligações com os últimos casos.