O advogado do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), Antônio Carlos de Almeida Castro, disse nesta terça-feira (15) que os depoimentos dos delegados responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista, no último dia 8, comprovam que houve uma “burla” à Constituição. O colegiado investiga as relações de agentes públicos e privados com o contraventor Carlos Cachoeira.
O advogado está no Senado nesta manhã para acompanhar os depoimentos, no Conselho de Ética, dos delegados da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Souza, responsável pela Operação Vegas, e Matheus Mella Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo.
As operações investigaram o esquema de jogo ilegal em Goiás e revelaram o envolvimento do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeiras, com parlamentares, como o senador de Goiás.
Para Kakay, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal deveriam ter pedido autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer as gravações telefônicas da Operação Monte Carlo porque, como argumentou, Demóstenes, na condição de parlamentar, tem foro privilegiado.
- Os depoimentos dos delegados deixaram claro que desde 2009 havia uma investigação ferrenha, fechada, contra o senador Demóstenes. O que eu tenho dito na minha reclamação no Supremo foi comprovado aqui. Está comprovada uma burla clara, eu diria quase criminosa à Constituição da República. Quero apenas que confirmem [no Conselho de Ética] o que disseram à CPI – afirmou o advogado.