Para Haddad, São Paulo cresce à custa da segregação

O pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou na manhã deste sábado, na capital paulista, que o atual modelo de desenvolvimento urbano da cidade cria tensões e contribui para a segregação das pessoas. Na opinião do petista, o poder público privilegia apenas o capital, em detrimento de quem vive na cidade. Haddad participou de um debate que discutiu o desenvolvimento urbano em São Paulo ao lado do arquiteto Ruy Ohtake e da urbanista Raquel Rolnik, entre outros.

"A cidade precisa ser pensada para quem vive nela. Hoje, por exemplo, a habitação da cidade cresce para o leste, enquanto a indústria cresce para o sudoeste. Isso contribui para que as pessoas estejam cada vez mais longe de seu local de trabalho", disse.

Haddad afirma que o atual plano diretor de São Paulo não vem sendo respeitado, com a parcimônia da Prefeitura. "Isso cria um preço muito alto para a cidade, do ponto de vista ambiental e econômico e gera necessidade de investimentos cada vez maiores para se viabilizar a mobilidade urbana", afirmou.

O político afirmou que apesar de São Paulo ser uma das principais cidades do mundo, ela não figura na literatura internacional com soluções que possam ser aplicadas em outras partes do mundo. "É necessária uma gestão mais inovadora. Há problemas e eles precisam ser combatidos com ideias inovadoras. Hoje, os problemas são resolvidos apenas com restrições", afirma.

De acordo com ele, a capital vive um de seus principais momentos de vigor econômico, mas sem transformar isso em benefícios à população. "É hora de discutir com a sociedade o que se quer para os próximos anos na cidade".