O Estado de São Paulo registrou queda de latrocínios e extorsões mediante sequestro no primeiro trimestre deste ano, de acordo com levantamento divulgado pela Secretaria da Segurança Pública do Estado, nesta quarta-feira. Os latrocínios recuaram 2,41%, de 83 casos nos três primeiros meses de 2011 para 81 no mesmo período deste ano. Os sequestros apresentam dois casos a menos, de 18 para 16.
Como o latrocínio é um roubo seguido de morte, a Secretaria de Segurança Pública considera a ação um crime contra o patrimônio, assim como o sequestro. Desde o ano passado os latrocínios ocorridos na capital passaram a ser investigados por uma delegacia especializada do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa).
O número de extorsões mediante sequestro no primeiro trimestre é o menor dos últimos dez anos, alcançando um índice quase sete vezes menor que no ápice histórico, ocorrido em 2002, quando foram registrados 110 sequestros nos três primeiros meses do ano.
A Secretaria divulgou ainda outras estatísticas criminais: os furtos permaneceram estáveis no Estado (houve pequena variação de 0,3% no trimestre), enquanto o número de homicídios dolosos aumentou em 7% (foram 1.073 assassinatos nos três primeiros meses deste ano, contra 1.002 no mesmo período do ano passado).
O número de mortos e feridos no trânsito diminuiu no trimestre. Foram 45 homicídios culposos a menos, a maioria ocorrida em acidentes de trânsito, uma diminuição de 3,86% - de 1.167 casos para 1.122.
A capital apresentou a maior queda de roubos a banco no trimestre, de 36 para 31 casos, 13,89% a menos. A maioria dos ataques a caixas eletrônicos é registrada como furto qualificado e não como roubo a banco, tipificação que só cabe para casos de subtração de valores dos estabelecimentos bancários mediante grave ameaça a vigilantes ou funcionários.