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Polícia de AL prende delegado suspeito de descontar cheques apreendidos 

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O delegado geral da Polícia Civil de Alagoas, José Edson de Freitas, determinou a prisão, nesta terça-feira, do delegado Haroldo Lucca, suspeito de desviar cheques apreendidos na Operação Espectro, que investigava uma fraude de R$ 300 milhões desviados para a compra de alimentos no sistema prisional de Alagoas, em 6 de março. Ao todo, sumiram R$ 900 mil em cheques apreendidos.

Segundo apontam as investigações, Lucca foi o responsável pelo sumiço de, pelo menos, R$ 20 mil, usados para uma transação comercial. O corretor de imóveis Marcos Gomes Pontes, o comerciante Márcio Magalhães e o autônomo Cássio Felipe Moura também foram presos.

A Operação Espectro apreendeu R$ 4 milhões em cheques e dinheiro. Um laudo do Instituto de Criminalística (IC) apontou que um dos pacotes estava violado. Segundo o delegado, em declarações na semana passada à imprensa local, os cheques estavam em um armário da delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária. Porém, ao saber do laudo do IC sobre o sumiço do dinheiro, disse que "nem o Banco Central é totalmente inviolável". Segundo ele, o material estava em um armário, vigiado por um policial.

O delegado havia sido afastado das investigações do sumiço do dinheiro nesta segunda-feira. No lugar dele, a polícia nomeou uma comissão de delegados para acompanhar o caso. No Diário Oficial desta terça-feira, o delegado Geral José Edson destituiu Haroldo Lucca da Delegacia dos Crimes Contra Ordem Tributária. Ele fica à disposição do Núcleo de Controle de Pessoal. Lucca foi preso sob acusação de peculato.

Nesta segunda, dez pessoas investigadas pela Operação Espectro foram presa a pedido do Ministério Público. Entre elas, o general Edson de Sá Rocha (ex-secretário de Defesa Social), dois coronéis e um tenente da Polícia Militar.