Cadeira inoperante no Hopi Hari não foi sinalizada, diz laudo

O laudo conclusivo sobre a morte de Gabriela Nichimura, 14 anos, em 24 de fevereiro, no brinquedo Torre Eiffel do parque Hopi Hari, foi recebido por volta das 11h30 desta sexta-feira pelo delegado titular de Vinhedo (SP), Álvaro Santucci Noventa Junior. Segundo o delegado, o documento do Instituto de Criminalística aponta que não havia nenhum dispositivo, visual ou sonoro, para alertar os frequentadores de que a cadeira escolhida por Gabriela estava inoperante.

O laudo indica, ainda, que os funcionários do parque perceberam problemas durante o funcionamento do brinquedo, que parava no meio do percurso ou no topo, sem descer. Nessas ocasiões, as cadeiras eram baixadas lentamente para recomeçar o procedimento. Como o assento de Gabriela não tinha fivela de segurança, ela se soltou do aparelho e despencou.

O delegado pretende indiciar os responsáveis pela morte da menina até a próxima terça-feira. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ele está "lendo atentamente depoimentos e declarações para formar seu convencimento", mas já definiu que os eventuais indiciados responderão por homicídio culposo. Após interdição para perícia, o parque retomou as atividades em 25 de março.