Assessor de Agnelo deixa cargo após ser citado em grampo da PF 

O chefe de gabinete do governador do Distrito Federal (DF), Agnelo Queiroz, Claudio Monteiro, anunciou sua saída do cargo na noite desta terça-feira, depois que seu nome foi citado em gravações feitas pela Polícia Federal na operação Monte Carlo, que investigou o bicheiro Carlinhos Cachoeira. 

Na gravação, dois integrantes da quadrilha ligada a Cachoeira discutem o pagamento de uma mesada para ter benefícios em contratos milionários no setor de limpeza pública no DF, de acordo com informações da Globonews. Monteiro nega ter favorecido o grupo ou que recebeu algum dinheiro.

No esquema, a quadrilha tentava emplacar um aliado no comando do Serviço de Limpeza Urbana de Brasília (SLU), onde a empresa Delta, cujo diretor Claudio Abreu aparece nas gravações da PF, tem dois contratos no valor total de R$ 470 milhões. 

De acordo com a investigação, Cláudio Monteiro seria o responsável pela indicação do nome de João Monteiro na direção do SLU, exonerado do cargo no fim do mês passado.