Sem mágoas, Jucá diz que saída e derrota do governo são coincidências 

Destituído da função de líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) disse nesta terça-feira que saiu por conta de um suposto rodízio acertado pelo governo. O peemedebista - que ocupou lideranças no governos Fernando Henrique Cardozo e Luiz Inácio Lula da Silva - disse que a derrota de Dilma no Senado com a rejeição do nome de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) foi uma coincidência.

"Não saio magoado não. O momento (da minha saída) se confundiu com a votação da ANTT", disse Jucá. Segundo o senador, a explicação que ouviu na conversa que teve ontem com a presidente Dilma Rousseff era de que era necessário um nome para ouvir a base.

Na última quarta-feira, uma rebelião de senadores peemedebistas rejeitou por 36 votos a 31 a recondução de Bernardo Figueiredo para a direção-geral da ANTT. O resultado da votação irritou a presidente Dilma, já que Figueiredo é um dos responsáveis pelo trem-bala, projeto de interesse do Planalto.

"Vou ajudar na unidade do PMDB", afirmou o senador, que garantiu ainda "ajudar no que puder pela unidade da base aliada. Logo após a saída, Jucá foi convidado pelo PMDB para assumir a relatoria do Orçamento.