O ex-líder do governo na Câmara dos Deputados, Cândido Vaccarezza (PT-SP), negou nesta terça-feira, após ser dispensado do cargo pela presidente Dilma Rousseff, atritos na base aliada na Câmara ou crise que possa comprometer o ritmo de votações. "Minha saída não significa marola grande nem marola pequena", disse ele.
Vacarrezza disse estar convencido de que sua saída foi decisão política, e que o descontentamento dos aliados no Senado Federal não se repetirá na Câmara. "O governo vai bem, a Câmara vai bem, e não há risco do governo perder votação por aqui."
A Lei Geral da Copa, o novo Código Florestal e Royalties do Petróleo são tidos como votações mais complicadas e prioritárias para o Governo na Câmara dos Deputados.
Aliados do ex-líder analisam que o único motivo para substituição na liderança do governo na Câmara seria a de consolidar o argumento utilizado para afastar o líder do governo no Senado, Romero Juçá. Dilma alegou "rodízio nas lideranças".
A substituição de Jucá aconteceu após a rebelião do PMDB, que culminou na não aprovação de Bernardo Figueiredo para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Ele havia sido indicado por Dilma. Para substituir Jucá, a presidente escolheu o senador Eduardo Braga (PMDB-AM), que ainda não se pronunciou.