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Ciclistas seminus pedalam na avenida Paulista por segurança

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A Polícia Militar estimou que 200 ciclistas seminus e com o corpo pintado e ao menos cinco inteiramente nus pedalaram na noite deste sábado por mais segurança na avenida Paulista, em São Paulo. De acordo com os ativistas, ligados ao Instituto Ciclo BR, a nudez simboliza a fragilidade da bicicleta diante do carro e serve para dar atenão ao protesto.

A professora Adriana Pessoa, 37 anos, que veio de São Sebastião, no litoral, para o ato, pintou uma árvore em seus seios e a palavra "paz" nas costas, os seios de fora garantem visibilidade. "Você não pode ignorar que tem alguém do seu lado se está sem roupa", explicou. No meio do protesto o arrependimento: "está dando frio".

A designer de interior paraibana Rosa Clara, 24 anos, declarou que se sente despida com a falta de respeito do motorista ao ciclista no trânsito. "Quem está no carro acha que é dos 'Transformers' e pode partir pra cima", reclamou. No meio do protesto, a timidez. "Já estou me arrependendo, minha mãe vai ver", disse.

A artista plástica Gabriela Pas, 27 anos, afirma que desfilar nu simboliza ainda o prejuízo que diz sentir sem uma política para a bicicleta no trânsito. "Peladas nós mostramos que é assim que nos sentimos, lesadas."

Antes do protesto, por volta das 19h, um homem realizou uma performance na qual quebrava uma bike e pintava o corpo todo de preto. Foi identificado pelos participantes da manifestação como integrante de um programa humorístico. Deixou a calçada da avenida Paulista manchada de preto.