SP: av. Paulista tem novo protesto após morte de ciclista

Um dia após a bióloga Juliana Dias, 33 anos, morrer atropelada por um ônibus quando conduzia uma bicicleta, a avenida Paulista - onde ocorreu o acidente - é palco de um novo protesto na manhã deste sábado. Em frente à "ghost bike" (bicicleta fantasma) instalada para lembrar a tragédia, um casal segura um cartaz que diz "Respeito à Vida", ocupando uma faixa da via no sentido Consolação, no cruzamento com a rua Pamplona, onde oconteceu o incidente.

Juliana foi atingida por um ônibus no trajeto que fazia para o trabalho - o Hospital Sírio-Libanês, e morreu no local. Ontem, centenas de ciclistas fizeram uma manifestação na mesma avenida e plantaram duas árvores cerejeiras em homenagem à bióloga, na praça do ciclista, palco de outros protestos como este. Hoje, muitas pessoas que passam pelo local ainda deixam flores e cartazes em homenagem à ciclista.

O motorista que atropelou Juliana não deve responder pelo acidente pois, para a Polícia Civil, o condutor de outro ônibus teve a culpa, pois teria "fechado" a ciclista, que se desequilibrou e caiu, sendo atingida pelo veículo que vinha atrás. O motorista que "fechou" a vítima foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção), mas pagou fiança e deixou a delegacia ontem. O corpo de Juliana foi enterrado na manhã deste sábado em São José dos Campos, onde a família dela vive.

Em 2009, quando a cicloativista Márcia Regina de Andrade Prado, 40 anos, morreu após ser atingida por um ônibus, também na avenida Paulista, manifestantes também instalaram uma bicicleta branca, "ghost bike", para chamar a atenção para o número de vítimas de atropelamento.

Em junho do ano passado, outra bicicleta "fantasma" foi colocada na avenida Sumaré, na zona oeste da capital paulista, em protesto pela morte do empresário Antonio Bertolucci, 68 anos, presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, empresa fabricante de chuveiros, que morreu após ser atropelado por um ônibus de turismo - ele também estava de bicicleta.

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes lamentou a morte da bióloga, e disse que tem investido em "programas para tornar o trânsito mais seguro para bicicletas na vias da capital". De acordo com o órgão, estão em andamento projetos para a implantação de mais 55 km de novas ciclovias na cidade.