SP: bancada tucana faz 'força-tarefa' para lançar Serra a prefeito 

São Paulo - A bancada do PSDB na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) oficializou, nesta quinta-feira, o apoio ao ex-governador José Serra e anunciou que fará uma "grande mobilização" para que ele seja escolhido como pré-candidato da legenda à prefeitura de São Paulo. Serra esteve reunido hoje com 19 dos 22 deputados da bancada, em um encontro que durou mais de uma hora.

De acordo com o líder da bancada, Orlando Morando, os parlamentares continuam sendo contra as prévias, marcadas para o próximo dia 25, mas trabalharão para que Serra saia vencedor da consulta interna. Para tanto, pretendem organizar uma "força-tarefa" em apoio ao ex-governador.

"A bancada reafirmou o apoio (a Serra), inclusive de se mobilizar nos diretórios, para que ele saia vitorioso nessa disputa interna. (...) Cada um vai mobilizar suas assessorias, conseguir listas de filiados, numa grande concentração pra que efetivamente a gente consiga fazer com que ele vença", afirmou o deputado.

Serra anunciou sua intenção de disputar as eleições municipais na última terça-feira, quando pediu o adiamento das prévias do partido. Isso, porém, incomodou os adversários Ricardo Tripoli, deputado federal, e José Aníbal, secretário estadual de Energia, que desde o ano passado se mexiam para viabilizar suas candidaturas.

Mesmo com a ausência de três parlamentares, o líder da bancada afirmou que todos concordaram em apoiá-lo, menos o deputado Pedro Tobias, que é presidente estadual da legenda e decidiu se manter "imparcial".

Apesar de reafirmar ser contra a consulta interna, o líder da bancada negou a existência de um racha no PSDB. "A bancada entende que não era necessária a prévia. Agora, se o próprio Serra aceitou participar das prévias, então não há porque a gente ir contra. (...) Nós não mudamos de ideia, ele que aceitou a ideia. Mas a bancada reafirma que, pela história dele, pelo papel que ele já prestou ao Estado de São Paulo, como governador, era desnecessária (a consulta interna)", completou.

Governo federal

Ao final do encontro, Serra evitou opinar sobre a nomeação do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) como ministro da Pesca, ao ser questionado se a escolha representava uma movimentação por parte do governo federal para fazer com que o partido desista da candidatura de Celso Russomanno à prefeitura, hoje um forte adversário do petista Fernando Haddad na disputa.

"É óbvio que o governo federal vai se mexer. Isso está dentro do previsto. Agora, a maneira como vai fazer, o tempo vai mostrar. (...) Seria surpreendente se eles fizessem o contrário", afirmou.

O tucano também disse que ainda não foi formalmente informado sobre o pedido de Tripoli e Aníbal para participar de dois debates com os militantes e se limitou a afirmar que sua estratégia será se encontrar com correligionários e, futuramente, com a bancada tucana de vereadores.

"Estratégia de campanha é visitar e estar presente junto aos diretórios. (...) Vamos ter um time", disse, já sinalizando que deve convidar Morando e os secretários estaduais Andrea Matarazzo (Cultura) e Bruno Covas (Meio Ambiente) para ajudá-lo na campanha.