PMs formam grupos para fazer ronda no prédio da Assembleia da Bahia

Os policiais militares em greve disseram na noite deste domingo que vão resistir pacificamente à desocupação da Assembleia Legislativa (AL) da Bahia e afirmaram que não reagirão de forma violenta à ocupação, exceto se os agentes do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (PF) atirem contra eles.

Para resistir à ação do Exército, os amotinados formaram, na madrugada desta segunda-feira, cinco grupos com 20 policiais cada, para fazer a ronda do prédio da Assembleia e, com isso, evitar a entrada dos agentes que fazem parte da operação para a desocupação.

Neste domingo, o presidente da AL, Marcelo Nilo, solicitou apoio ao general Gonçalves Dias, comandante das forças de segurança na Bahia, na 6ª Região Militar do Exército, para a retirada dos policiais militares até a meia-noite deste domingo, o que até agora não ocorreu.

As primeiras ações para a desocupação da Assembleia Legislativa da Bahia, ocupada pelos policiais militares desde o início da paralisação, no dia 31 de janeiro, foram iniciadas por volta das 19 horas, mas o governo alega que ainda não tomou nenhuma medida até o momento, a não ser pedir o apoio do Exército para a desocupação.

As luzes do prédio foram desligadas e todo o local está cercado por viaturas. Somente um gerador está funcionado, e algumas dependências do prédio estão iluminadas. Helicópteros da Guarda nacional também estão rondando a área.

Os quarenta homens do Comando de Operações Táticas, considerada a "tropa de elite" da corporação, que chegaram nesse domingo na capital baiana para cumprir 11 mandados de prisão dos 12 expedidos pela justiça, ainda não estão no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na Avenida Paralela, onde funciona a AL.

Os responsáveis pela ação de desocupação da Assembleia pediram aos PMs que não recebam os agentes com violência, afirmando que todo o processo de desocupação será feito de forma pacífica.

Os policiais que estão amotinados acreditam que a ação não será violenta porque, além deles, seus familiares, entre crianças e mulheres, estão no prédio, que concentra em torno de 350 pessoas.