Prefeito de Porto Alegre sugere interdição do palácio do governo

Após o Ministério Público determinar o fechamento da Usina do Gasômetro e do Complexo Cultural do Porto Seco devido à ausência de um Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio (PPCI), o prefeito de Porto Alegre (RS), José Fortunati (PDT), divulgou nesta terça-feira, em entrevista à rádio Gaúcha, uma lista de 38 prédios públicos que também apresentam as mesmas irregularidades. 

Queixando-se de perseguição à prefeitura, Fortunati afirmou que o MP adota um critério distinto ao avaliar prédios da administração estadual. Entre os prédios irregulares estão o Palácio Piratini (sede do governo estadual), o Fórum Central de Porto Alegre, a Assembleia Legislativa e o Centro Administrativo do Estado.

"Eu comecei a ficar muito irritado, porque as medidas que foram tomadas contra a Usina do Gasômetro e o Complexo Cultural do Porto Seco ultrapassaram o bom senso. (...) Será que apenas os prédios do município não têm o alvará de proteção contra incêndio?", questionou. "Estranhamente, o Ministério Público e o Judiciário não tomaram nenhuma medida contra estes outros prédios", atacou o prefeito.

 Fortunati negou qualquer indisposição com o Judiciário e o Executivo estadual. "Não estou me contrapondo a nenhum poder. Estou simplesmente questionando a falta de critérios. (...) Só estou mostrando a minha indignação contra um comportamento que atinge apenas a prefeitura de Porto Alegre", justificou.