Governo diz que trabalho integrado possibilita atendimento às vítimas das cheias

"Junto com o governo do estado e as prefeituras mobilizadas, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde está conseguindo prestar assistência às vítimas das enchentes em Minas Gerais com rapidez e eficiência, graças a um trabalho integrado, envolvendo defesa civil e saúde”, considera o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães. 

Neste sábado, ele viajou para Minas Gerais, onde mais de 100 municípios decretaram Situação de Emergência, para avaliar a situação das regiões mais afetadas pela chuva, principalmente no oeste e noroeste do estado. No início da tarde, ele chegou ao município de Ubá e, em seguida foi para Guidoval.

À frente da coordenação das ações da Força Nacional do SUS em Minas Gerais, Helvécio Magalhães reforçou que as oito toneladas de medicamentos enviadas entre sexta e sábado pelo Ministério da Saúde a Minas Gerais estão chegando aos municípios. “A Força Nacional do SUS vai continuar oferecendo toda a assistência necessária à população afetada pelas enchentes e pelos deslizamentos, apoiando as ações coordenadas pelo estado de Minas Gerais e participando da integração regional que as prefeituras mineiras conseguiram organizar com competência e solidariedade”, salienta. 

Ele avalia que mesmo que a situação seja grave, o esforço conjunto está resultando em mais eficiência no socorro às vítimas. “Um fator muito importante é a capilaridade do SUS. O município de Guidoval, um dos mais afetados, tem três equipes de saúde da família, 100% de cobertura e atendimento já restabelecido na sede do Centro de Referência de Assistência Social, com equipe completa”, nota Magalhães.

O secretário de Atenção à Saúde adianta que, junto com o governo de Minas Gerais, o Ministério da Saúde vai custear as diárias dos profissionais de saúde que trabalharão voluntariamente nos municípios afetados pelas enchentes. Ele observa que a chuva forte poderá ter alto poder destrutivo conforme a vulnerabilidade das áreas atingidas. “Por isso, equipes coordenadas pela Força Nacional do SUS estão em campo para avaliar as necessidades em saúde, incluindo danos nas unidades de saúde e nos serviços de abastecimento de água”, informa. 

 Ele lembra que os municípios estão sendo orientados para identificar riscos e preconizar o comportamento seguro pela população, de modo a evitar perdas humanas com mais inundações e deslizamento de encostas. Além de monitorar as redes de Atenção Básica, Hospitalar, de Urgência, tratamento fora do domicílio e serviços para gestantes, a Força Nacional do SUS orienta os municípios da região metropolitana de Belo Horizonte sobre a atenção prioritária aos desabrigados.

O Ministério da Saúde enviou ontem para Belo Horizonte seis toneladas de medicamentos e equipamentos destinados aos primeiros socorros às vítimas das enchentes. sEXTA foram enviadas duas toneladas. Distribuído a todos os municípios mineiros afetados por enchentes, o material pode atender até 20 mil pessoas por três meses. Os pacotes contêm antibióticos, antiinflamatórios, antiparasitários, analgésicos, antitérmicos, anti-hipertensivos, ataduras, esparadrapos, luvas, máscaras, cateteres e seringas, entre outros materiais para atender a população na fase mais crítica após a enchente. As ações, que também socorreram a população do Rio de Janeiro, com o envio de quatro toneladas para o estado, fazem parte da política nacional de urgência e emergência.

Em Minas Gerais, as regiões mais afetadas são o oeste e o noroeste do estado, incluindo a Zona da Mata, Campo das Vertentes, BH Metalúrgica e o Alto São Francisco. Guidoval, Ubá, Astolfo Dutra, Ouro Preto, Betim e Governador Valadares estão entre os municípios mais atingidos.