O último boletim sobre a chuva que atingiu o Estado do Rio de Janeiro, divulgado nesta terça-feira pela Defesa Civil, aponta que chegou a três o número de mortos. O órgão registrou ainda que 3.108 moradores das regiões afetadas estão desalojados e 707 desabrigados. O número total de deslizamentos chegou a 367 e de casas destruídas, 84.
Só em Laje do Muriaé, na região Noroeste do Estado, são duas mortes, 2 mil desalojados e 200 desabrigados. De acordo com o prefeito José Eliezer, a cidade, que tem cerca de 8 mil habitantes, está alagada por causa da cheia do rio Muriaé.
"Há dois dias começou a chover muito forte principalmente na cabeceira do rio, no município mineiro de Miraí. Nossa cidade é a primeira que recebe as águas de Minas Gerais e, como o declínio é muito grande, e a água vem entre morros, aqui é onde ela encontra espaço para se expandir, causando todo esse transtorno para a população", afirmou.
Na Região Serrana, Petrópolis registrou 228 deslizamentos e oito pessoas estão desalojadas; e em Teresópolis foram 30 deslizamentos, 14 casas destruídas e uma ponte interditada.
O governador Sérgio Cabral visitou a área e se defendeu das acusações feitas por diversos setores da sociedade, de que os governos municipal e estadual não teriam agido para evitar novas tragédias como a que ocorreu em janeiro de 2011. "A demanda é muito grande. Ainda temos uma gigantesca tarefa pela frente e essa recuperação não se conclui em um ano", disse ele.
Segundo o governador, as medidas da sua gestão já começaram a salvar vidas neste verão. "O que evitou a morte de pessoas dessa vez foi exatamente o funcionamento de alarmes e treinamentos, foi um ganho muito importante".
Em Minas Gerais, sobe para sete o número de mortos em decorrência das chuvas
A Defesa Civil de Minas Gerais informou que subiu para sete o número de mortos no Estado em decorrência das chuvas. A última morte confirmada foi a de um homem ainda não identificado no município de Guidoval, na Zona da Mata mineira. Ele foi levado pela correnteza ocasionada pela enxurrada que assola a região.
Outros dois homens foram soterrados na manhã desta terça-feira em Ouro Preto (MG) por escombros de terra. As vítimas eram taxistas e estavam dentro de um veículo que foi atingido por um deslizamento. Os bombeiros conseguiram localizar o corpo de Juliano Alves, 28 anos. O outro segue sendo procurado.
Ainda há duas pessoas desaparecidas: uma mulher em Santo Antônio do Rio Abaixo, que teve a casa levada pela enchente, e um homem em Ponte Nova. O número de cidades que decretaram situação de emergência subiu para 53. Os feridos somam 32 em todo o Estado e os desabrigados chegam a 404.
Ajuda do governo
Na tarde desta terça-feira o governador Antonio Anastasia e o vice-governador Alberto Pinto Coelho se reuniram com secretários de Estado, comandantes da Defesa Civil, Polícia e Bombeiros Militares para uma avaliação dos estragos causados pelo mau tempo em Minas. O governador determinou que todas as áreas do governo priorizem a ajuda à população atingida.
"O objetivo de sempre é evitar as perdas humanas, através do trabalho de prevenção, da identificação das áreas de risco, evitando os desmoronamentos. Com relação à assistência, tomamos as medidas para dar toda atenção àquelas cidades que estão mais prejudicadas", destacou Anastasia.
O governador disse ainda que recebeu durante a manhã um telefonema da presidente Dilma Rousseff. "Ela ofereceu solidariedade e indagou sobre as necessidades. Expliquei que já estamos adotando as medidas normais", disse.
Antonio Anastasia e Alberto Pinto Coelho visitarão nesta quarta-feira as cidades da Zona da Mata atingidas pelas chuvas dos últimos dias. O governador irá a Ubá, Guidoval, Dona Euzébia e Muriáe. O vice-governador visitará Ubá, Visconde do Rio Branco e Cataguases.