Pivô da denúncia da chamada "Máfia do Lixo" de Ribeirão Preto (SP), que envolveu o ex-ministro Antonio Palocci (PT) em um suposto esquema de recebimento de propina, o advogado Rogério Tadeu Buratti apresentou uma nova versão para o caso seis anos depois do escândalo.
Ele afirmou, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ter sido vítima de violência física em 2005 para entregar Palocci - que era, na época, ministro da Fazenda.
"Todo aquele cenário montado foi uma grande coação", afirmou, referindo-se à prisão e às imagens de seu depoimento à polícia. A Secretaria de Estado da Segurança Pública e a Promotoria negaram que o advogado tenha sofrido violência.
Imagens do depoimento que vazaram para a imprensa também não mostram agressões. Com a reabertura da ação sobre a "Máfia do Lixo" pela Justiça, ele deve ser ouvido por meio de carta rogatória.
O advogado chegou a ser preso em 2005 suspeito de envolvimento no esquema. Na delegacia, ele afirmou que Palocci recebia R$ 50 mil mensais do grupo Leão Leão, responsável pela limpeza urbana de Ribeirão Preto. De acordo com o relato de Buratti em 2005, o dinheiro seria repassado para o PT.