Presos em desocupação na reitoria, alunos da USP pagam fiança

Representantes legais dos 72 estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo (USP) presos durante a reintegração de posse da reitoria da instituição nesta manhã organizaram um rateio e pagaram, na noite desta terça-feira, a fiança de cerca de R$ 40 mil estipulada para que eles fossem libertados.

Os detidos passavam, por volta das 23h, por exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). Entre eles estava a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Diana Assunção, que afirmou que "a reitoria militarizou a universidade. Este dia ficará marcado como o dia em que se reviveu a ditadura. Caiu a máscara do convênio USP-PM".

Alunos USP decidiram, em assembleia convocada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) nesta noite, entrar em greve geral a partir de amanhã, em protesto contra a presença da Polícia Militar no campus e a prisão dos colegas. Segundo o DCE, a assembleia reuniu cerca de 3 mil pessoas e determinou o apoio à libertação imediata dos manifestantes detidos. Não houve nenhuma deliberação referente a novas ocupações.

Outras aclamações dos estudantes nesta noite foram a anistia administrativa de dicentes e funcionários considerados "perseguidos" pela reitoria e a saída do reitor José Grandino Rodas. Agremiações estudantis de cada faculdade da USP agora deliberam para determinar a participação na greve.