Entre os meses de janeiro e outubro deste ano, 465 servidores federais foram expulsos da administração pública, um número recorde em relação ao mesmo período dos últimos oito anos. Em 2010, houve 404 expulsões nos dez primeiros meses; em 2009, 352; e em 2008, 313. Desde 2003, , já houve 3.434 punições expulsivas contra servidores envolvidos em irregularidades, conforme levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU) divulgado nesta sexta-feira.
Das 465 expulsões neste ano, 386 foram demissões do cargo efetivo, 46 destituições do cargo em comissão e 33 cassações de aposentadoria. O uso do cargo para obtenção de vantagens foi o motivo da maior parte das expulsões (1.831 casos ou 31,7% do total). A improbidade administrativa vem logo a seguir, com 1.110 casos (19,2%), à frente dos 316 casos (5,4%) de recebimento de propina.
Embora a grande maioria (56,6%) dos casos de expulsão esteja relacionada à prática de corrupção, há casos vinculados a outros problemas: 501 servidores (8,6%) foram expulsos por abandono do cargo, 281 (4,8%) por desídia (preguiça ou desleixo), e quase 30% foram classificados como "outros motivos".
A intensificação do combate à corrupção e à impunidade na Administração Federal é uma das atribuições da CGU, responsável pelo Sistema de Correição da Administração Pública Federal, que conta hoje com uma unidade em cada ministério e é dirigido pela Corregedoria-Geral da União.