Na África, Dilma se silencia sobre denúncias contra ministro do Esporte

PRETÓRIA, África do Sul - Ao ser questionada sobre as denúncias envolveldo o ministro do Esporte, Orlando Silva, a presidente Dilma Rousseff optou pelo silêncio. No desembarque em Pretória, capital administrativa da África do Sul, onde participará da 5ª Reunião de Cúpula do Ibas - grupo formado por Brasil, Índia e África do Sul -, Dilma se limitou a acenar e não respondeu às perguntas sobre o assunto.

 A presidente chegou ao Hotel Southern Sun às 1h30m (9h30m no horário de Brasília), e seguiu para o quarto sem falar com os jornalistas.

Nas visitas à África, a presidenta está acompanha peos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Luiza Bairros (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial). 

A agenda oficial de Dilma começa na terça-feira. Durante a viagem, a presidente também visitará Moçambique, no dia 19 de outubro, e Angola, no dia 20 de outubro.

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Denúncias

Segundo reportagem da revista Veja, diversos membros do PCdoB, capitaneados pelo ministro, faziam parte do esquema de irregularidades. As acusações têm como única fonte o policial militar e ex-militante do PCdoB João Dias Ferreira, que aponta o ministro como um dos beneficiados do desvio.

Ferreira foi um dos cinco presos no ano passado pela polícia de Brasília sob acusação de participar de desvios de recursos destinado a um programa da pasta. Investigações passadas apontavam diversos membros do PCdoB como protagonistas das irregularidades, na época da Operação Shaolin, mas é a primeira vez que o nome do ministro é mencionado por um dos suspeitos. Ferreira, por meio da Associação João Dias de Kung Fu e da Federação Brasiliense de Kung Fu, firmou dois convênios, em 2005 e 2006, com o Ministério do Esporte.

De acordo com Ferreira, as ONGs recebiam verbas mediante o pagamento de uma taxa que podia chegar a 20% do valor dos convênios. Orlando Silva teria recebido, pessoalmente, dentro da garagem do Ministério, uma caixa de papelão cheia de cédulas de R$ 50 e R$ 100 provenientes da quadrilha. Parte desse dinheiro, acusa a Veja, foi usada para pagar despesas da campanha presidencial de 2006.

Com Portal Terra