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Marina anuncia nova versão das diretrizes do plano de governo

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Marsílea Gombata, Portal Terra

SÃO PAULO - Depois de ter criticado os adversários Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) em relação aos planos de governo - Dilma por ter apresentado três versões e Serra por ter divulgado um discurso como projeto de governo - a candidata à presidência da República, Marina Silva, apresentou nesta terça-feira (27) uma nova versão das diretrizes de seu governo em vez de apresentar o plano de governo em si, como havia anunciado.

O documento teve poucas alterações nos temas e metas, mas ampliou o texto em pontos como saúde, segurança pública, infraestrutura com foco no saneamento básico, previdência, cultura, turismo e consumo responsável.

O presidente do PV no Rio de Janeiro, Alfredo Sirkis, ressaltou que a candidatura de Marina se diferencia das outras por valorizar a confecção de planos como este. "Não somos um País que valoriza programas nem partidos programáticos (...) o PV e a candidatura da Marina Silva querem alterar essa cultura".

Acompanhada de seu vice, Guilherme Leal, e por diversos assessores que a auxiliaram na montagem das diretrizes, Marina afirmou que, apesar de não ter alianças que lhe garantam maioria, ela pode contar com sua equipe e que a sociedade precisa mudar sua visão quanto à governabilidade. "O que não me falta é equipe. Precisamos desmistificar o velho conceito que a sociedade tem de equipe (...) nunca me neguei a dar posicionamento a Fabio Feldmann (candidato ao governo de São Paulo) mesmo quando era do PSDB. Graças a Deus há vida além dos partidos. E como há", disse a candidata.

O economista José Eli da Veiga, componente da base de apoio de Marina, criticou a estratégia de Xico Graziano, coordenador da campanha do PSDB, e disse que o PT teve "sorte" por ter sido amparado pelo PMDB "que foi mais ágil". Ao ser criticado pela apresentação de diretrizes em vez do plano consolidado, Veiga se defendeu: "mais do que isso, só se a gente apresentasse um projeto de lei".

O coordenador João Paulo Capobianco dividiu a campanha em três momentos importantes: a primeira convenção, quando foi apresentada a primeira versão do plano das diretrizes; o período pré-propaganda eleitoral e a pré-eleição, quando deve ser apresentado o plano de governo de fato. "A ideia é ter, no início de setembro, estratégias consolidadas", afirmou.