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MINAS GERAIS - A Polícia Federal desencadeou, na manhã desta quinta-feira, a Operação Keno, com o objetivo de fechar um cassino e desmantelar quadrilha voltada à exploração de sofisticados jogos de azar, receptação de maquinário e equipamentos de jogos, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.
O grupo investigado atuava em um cassino clandestino, localizado em hotel de luxo na cidade de Monte Sião, sul de Minas Gerais. No entanto, a área de permanência dos jogos era restrita, permitida apenas a entrada de pessoas conhecidas, ou por elas indicadas, e clientes com senhas. A movimentação financeira do local girava em torno de R$ 500 mil por mês.
Ao todo, foram presas 15 pessoas, e cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias. A Polícia Federal encontrou 80 máquinas de jogos, R$ 35 mil em dinheiro, além de computadores e documentos comprobatórios dos crimes investigados.
As ações acontecem na cidade de Monte Sião (MG) e nas paulistas Águas de Lindóia, Mogi-Guaçu, Mogi-Mirim, Serra Negra, Rio Claro, Campinas e Bauru, assim como na própria capital.
A polícia disse que, após oito meses de investigações, foi possível identificar os principais responsáveis pelos negócios - tanto as pessoas que davam suporte logístico, fornecendo maquinário e peças, como os responsáveis pelo controle financeiro do negócio. Além destes, dois policiais civis e um agente penitenciário também foram presos, por suspeita de participação, dando proteção à continuidade da atividade ilícita.
O líder da organização inclusive esteve em Las Vegas no início deste mês, conhecendo os negócios americanos. Os presos e todo o material apreendido serão levados para a Delegacia de Polícia Federal em Varginha (MG), para observância dos procedimentos legais.