ASSINE
search button

Em Minas, PMDB e PCdoB brigam por vaga na disputa ao Senado

Compartilhar

Juliana Prado, Portal Terra

MINAS GERAIS - As convenções realizadas no último dia do prazo previsto pela legislação eleitoral não foram suficientes para fechar as chapas de PMDB, PT e PCdoB na disputa ao Senado em Minas. Contrariando o "acordo de cavalheiros" previamente estabelecido com os comunistas, o PMDB bateu o pé nesta quarta-feira (30) e insiste em lançar candidato na segunda vaga da coligação. A primeira chapa, formada pelo ex-prefeito Fernando Pimentel (PT), como candidato e pelo deputado federal Virgílio Guimarães (PT), na suplência, foi homologada na convenção realizada em Belo Horizonte.

A cúpula peemedebista trabalha agora para desbancar a candidatura de Zito Vieira (PCdoB). Para isso, apresentou o nome do ex-prefeito de Juiz de Fora, Tarcisio Delgado. O potencial candidato, no entanto, admite que tem poucas chances e que, se entrar, será para "colaborar com a chapa". "Se for para ajudar posso participar. Só que também não posso entrar para um sacrifício terrível", afirmou Delgado.

O concorrente do PCdoB reagiu mal à investida dos peemedebistas, que já garantiram a cabeça de chapa na disputa ao governo com o senador Hélio Costa. Zito Vieira classificou como "negligência" não dar a segunda vaga da coligação para "um partido que é de esquerda por tradição". Ele alega que o próprio Fernando Pimentel seria prejudicado com a investida. "O PCdoB não tem acordo com isso não (indicação do nome do PMDB)".

Os dirigentes dos três partidos se encontram nesta quinta-feira (1º) para tentar selar o nome para a disputa. Apesar de o prazo das convenções ter se encerrado, ainda há, pela lei eleitoral, a possibilidade de registro de chapas até 5 de julho.

Olho em José Alencar

Os partidos da aliança em torno de Hélio Costa esperam uma mudança de rumos do PRB, que já formalizou apoio ao adversário, o governador Antonio Anastasia (PSDB). Como os prazos para registrar candidatura ainda correm, a expectativa é atrair a sigla do vice-presidente José Alencar para a chapa. Para isso, o PT e o PMDB concordaram em acomodar o PRB na coligação que irá disputar as vagas de deputado federal.

Esta era uma das exigências da legenda para se aliar. O candidato a vice-governador, Patrus Ananias, disse nesta quarta, em Belo Horizonte, acreditar que o partido "virá". Depois de jogar confetes em Alencar, Patrus citou a "extraordinária dupla dos Silva", em alusão ao vice-presidente e a Lula.