Portal Terra
BRASÍLIA - A aliança PMDB/PT realiza nesta quarta-feira (30) um ato público conjunto em Belo Horizonte para sacramentar a candidatura do senador Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas. A estratégia dos aliados é explorar, desde já, o caráter nacional da aliança e, por isso, o encontro contará com a presença da presidenciável petista Dilma Rousseff e do seu vice, deputado Michel Temer (PMDB). A coligação pretende usar o capital político da petista, que lidera as duas últimas pesquisas de intenção de voto, para tentar colar a imagem de Costa à do governo Lula.
"Vamos colocar 3 mil pessoas na praça da Assembleia", arrisca o presidente estadual do PT, deputado Reginaldo Lopes, sobre o local escolhido para a realização do ato público. Durante o dia, tanto PMDB quanto PT fazem suas convenções em separado para depois realizarem o evento com a presença de Dilma.
Além da candidata do presidente Lula ao Palácio do Planalto, o encontro será reforçado pelos candidatos da disputa majoritária - além de Hélio Costa, o seu vice Patrus Ananias (PT) e o candidato ao Senado, Fernando Pimentel (PT).
Apesar do clima de festa que os aliados querem dar ao ato político, ainda existem nós a serem desatados para o fechamento das coligações na disputa proporcional. O PT já anunciou que não tem interesse em sair coligado na corrida para deputado federal. "A tendência é que a gente saia sozinho, é nossa preferência", disse Reginaldo Lopes ao Terra.
O discurso no PMDB é justamente o oposto. O presidente da sigla em Minas, deputado Antonio Andrade, garantiu que a coligação será entre PMDB, PT e PCdoB. "Isso já foi acertado com todos os candidatos do PT", pontuou Andrade. Se depender do tom desconexo entre os dois partidos tudo indica que somente na convenção desta quarta, e não sem muita briga, serão fechadas as chapas proporcionais da aliança.
O acordo, a princípio, só reina na disputa à Assembleia mineira. Neste caso há consenso prévio de que o PT sairá em vôo solo. Como tem uma chapa de candidatos considerada "robusta", a sigla vê mais vantagens em ir para a disputa sem coligar. Pelas contas feitas, a sigla ele mais nomes se tomar este caminho e evitar dividir votos.