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Em Minas, partidos fecham suplências para cadeira de senador

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Juliana Prado, Portal Terra

BELO HORIZONTE - Dirigentes e coordenadores das duas candidaturas que lideram a corrida ao governo do Estado em Minas estão próximos de concluir as conversas sobre as vagas de suplente. As negociações ainda seguem na noite desta terça-feira (29), mas as costuras estão praticamente fechadas. Do lado tucano, disputam o Senado o ex-governador Aécio Neves (PSDB) e o ex-presidente Itamar Franco (PPS). As suplências devem ficar, respectivamente, com o deputado estadual Zezé Perrela (PDT) e o federal Carlos Melles (DEM).

Já a aliança PMDB-PT-PCdoB tem como candidatos o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e Zito Vieira (PCdoB). Pimentel fica com o empresário Clésio Andrade (PR) na suplência, no caso de o PR fechar mesmo com o bloco na disputa estadual. Se o encaminhamento do partido for em direção à chapa tucana, o suplente de Pimentel será o deputado federal Virgílio Guimarães (PT).

Fontes petistas dão conta de que esta última opção não agradaria ao candidato a senador. "Ele ajudou a desarticular o PT nas prévias entre o Pimentel e o Patrus Ananias, mas não teremos outra saída se o nome for de um petista", diz uma liderança ligada ao PT e que participou das negociações. O suplente do PCdoB está sendo definido nesta terça-feira.

Negociações

Muitas vezes ocupado pelo "patrocinador" da campanha ou para acomodar aliados políticos, o posto de coadjuvante na chapa de senador em Minas este ano foi negociada à exaustão. O entendimento no PT, por exemplo, é que a escolha precisava ser estratégica, pois numa eventual vitória de Dilma Rousseff na disputa à presidência da República, Pimentel pode ser contemplado com a vaga de ministro. O suplente, então, teria mais chances de deixar a figuração e assumir o mandato.

No caso de Aécio Neves, o raciocínio é similar no caso de uma vitória de José Serra. Na situação dele, além disso, há a hipótese de cumprimento de apenas quatro anos de mandato, numa perspectiva de sair para disputar algum outro cargo. Neste caso, ao suplente ficaria a "sobra" de quatro anos de mandato, num total de oito anos.